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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Memórias "(re)veladas"


Tentando acordar do sonho kafkiano provocado pela discussão do processo apresentado aqui, nos deparamos com uma matéria publicada na Carta Capital, no mês de agosto, que demonstra o emaranhado político no qual se refugiam os arquivos. Nos comentários do post em questão, observamos a ideia da falta de contribuição real para a instituição, por parte daquele que procura uma capacitação profissional. Não sabemos o modelo administrativo a que essa ideia se refere, mas achamos que está muito mais atrelada à época das cavernas;  pode passar para pegar o Kit Flinstones oferecido anteriormente. Não se levanta aqui um imaginário de guerra, travada entre as pessoas e os interesses da organização. Escutamos um ótimo neologismo no XVI CBA, que está longe do que queremos apresentar. Não se trata de CORPORARQUIVISMO.O ponto central é saber até onde o ideal de que uma instituição de missão altamente democrática pode se utilizar de métodos administrativos chancelados por lobos do antigo regime.

A questão é: e se perguntássemos o contrário? Ou seja, quais seriam os interesses da instituição? Que tipo de profissionais as instituições querem como representantes de sua equipe de trabalho? Qual a qualidade dos profissionais que são escolhidos para os projetos arquivísticos? Que filosofia está embutida na conduta da instituição? Será que temos um interlocutor?

Baixem aqui a matéria e tirem suas próprias conclusões.

Postado por Rodrigo Fortes de Ávila

Memórias "(re)veladas"


Tentando acordar do sonho kafkiano provocado pela discussão do processo apresentado aqui, nos deparamos com uma matéria publicada na Carta Capital, no mês de agosto, que demonstra o emaranhado político no qual se refugiam os arquivos. Nos comentários do post em questão, observamos a ideia da falta de contribuição real para a instituição, por parte daquele que procura uma capacitação profissional. Não sabemos o modelo administrativo a que essa ideia se refere, mas achamos que está muito mais atrelada à época das cavernas;  pode passar para pegar o Kit Flinstones oferecido anteriormente. Não se levanta aqui um imaginário de guerra, travada entre as pessoas e os interesses da organização. Escutamos um ótimo neologismo no XVI CBA, que está longe do que queremos apresentar. Não se trata de CORPORARQUIVISMO.O ponto central é saber até onde o ideal de que uma instituição de missão altamente democrática pode se utilizar de métodos administrativos chancelados por lobos do antigo regime.

A questão é: e se perguntássemos o contrário? Ou seja, quais seriam os interesses da instituição? Que tipo de profissionais as instituições querem como representantes de sua equipe de trabalho? Qual a qualidade dos profissionais que são escolhidos para os projetos arquivísticos? Que filosofia está embutida na conduta da instituição? Será que temos um interlocutor?

Baixem aqui a matéria e tirem suas próprias conclusões.

Postado por Rodrigo Fortes de Ávila

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Personagem de famosa série de TV revela ser fã do Blog de Diplomática e Tipologia Documental

A recente discussão promovida por este blog acerca de como um curso de doutoramento pode comprometer o desempenho profissional de um arquivista (ver post aqui) trouxe de volta um famoso personagem da extinta TV TUPI: o Vigilante Rodoviário. 


Temendo o assédio dos fãs, o famoso personagem não se identificou e optou por permanecer no anonimato. Entretanto os indícios que apontam para ele são bastante fortes, como revelam dois comentários seus feitos no mencionado post:
  • "Condizer com as atuais atividades" e "funções/atribuições de Arquivista" são coisas completamente diferentes. A questão é se ele REALMENTE utiliza o conhecimento adquirido em prol do Arquivo Nacional, ou se a instituição serve apenas como fonte de renda e/ou trampolim para atividades que ele realiza fora dali. Quem está lá dentro, bem sabe, que nem tudo é como parece. Infelizmente. O contexto é tão importante quanto o fato. (Postado por Anônimo em 31/08/2010 22:01:00)
  • E complementando o comentário pouco acima sobre "historiadores amadores", ao que parece, a carreira que ainda não possui "estrada" é a Arquivologia, que pouco mostrou até hoje. (Postado por Anônimo em 31/08/2010 22:08:00)
A defesa do "patrulhamento" por quem é bem rodado pelas "estradas" acabaram por comprometer o anonimato de nosso ilustre internauta.  Longe de querer roubar a "cena" acho que os acurados comentários deste personagem merecem algumas observações:

  • Talvez eu esteja um pouco desatualizado quanto aos novos rumos da história, mas não sabia que a Odebrecht, grande construtora de estrada, tenha mudado de ramo e passado a financiar carreiras de engenheiros históricos nos arquivos. O fato de "nós", ou melhor, vocês historiadores rodoviários, terem, por mais de um século, considerado a Arquivologia como ciência auxiliar da história tenha contribuído para esse estado de coisas. Na minha época não era a Odebrecht que estava em voga, porém um alemão chamado Brecht que nos instigava a não se calar perante injustiças. 
  • Definir, como o Sr. advoga no coment das 22h01, o controle institucional da ciência já levou a humanidade para "caminhos rodoviários" sem saída. A Inquisição, o "Socialismo Científico" (como área do "conhecimento") e a queima de livros pelos nazistas são apenas exemplo da tentativa de instrumentalização da ciência para este ou aquele fim. Caso o Sr. tenha interesse sobre opiniões mais detalhadas minhas sobre esse assunto indico que acesse aqui outro post em meu blog de metodologia. Quem tem o poder de dizer o que é realmente útil para o Arquivo Nacional? Eu, há anos, tenho criticado a resolução 14 do CONARQ, mas tais críticas não parecem ser úteis para o AN, porque vão na direção contrária do que a instituição postula (sobre esse ponto, ver, por exemplo, post anterior aqui). Em 2008, no Congresso Brasileiro de Arquivologia, fui ofendido por uma servidora do AN que não admitia que eu discordasse de um verbete do dicionário de nossa maior instituição arquivística posto que ele fora escrito com base em parecer jurídico sobre a legalidade do "ser arquivísta". Não parece ser o caso de chamar a CBDA para instalar um trampolim, porém de tentar entender qual é o nível de debate, e as críticas dele resultantes, que a instituição está disposta a patrocinar em nome da ampliação da construção do conhecimento científico na área. Do contrário, o AN continuará a integrar a literatura acadêmica apenas por meio de suas normatizações técnicas ao invés de contribuir com discussões científicas reconhecidas por quem faz ciência no país e no mundo. 
  • Como professor de um conceituado curso de Arquivologia gostaria muito que meus alunos almejassem ser arquivistas do AN; como coordenador de um conceituado curso de pós-graduação em Ciência da Informação eu também gostaria que os arquivistas do AN pudessem se aperfeiçoar na pós-graduação, ajudando a tornar a área mais científica. Se isso não começar a ocorrer, a pós-graduação com temas da Arquivologia estará fadada a continuar a "pegar carona" nos programas de História ou de Ciência da Informação. Meu desejo é que a Arquivologia possa construir uma "estrada" ampla e segura a ponto de não precisar de "patrulhamento".
Sugestão de atividade: discutir a autoria e a autenticidade diplomática dos coments do Vigilante Rodoviário. Um bom subsídio pode ser encontrado no desafio sobrenatural proposto pelos alunos desta disciplina. Acesse aqui o post-desafio do Diploarte e veja como o debate aberto estimulado por este blog pode contribuir para a formação de novos arquivistas.

Esse tipo de inovação no aprendizado de Arquivologia recebeu indicação para o prêmio internacional FRIDA. Veja o post aqui e VOTE por este blog acessando este link.

Personagem de famosa série de TV revela ser fã do Blog de Diplomática e Tipologia Documental

A recente discussão promovida por este blog acerca de como um curso de doutoramento pode comprometer o desempenho profissional de um arquivista (ver post aqui) trouxe de volta um famoso personagem da extinta TV TUPI: o Vigilante Rodoviário. 


Temendo o assédio dos fãs, o famoso personagem não se identificou e optou por permanecer no anonimato. Entretanto os indícios que apontam para ele são bastante fortes, como revelam dois comentários seus feitos no mencionado post:
  • "Condizer com as atuais atividades" e "funções/atribuições de Arquivista" são coisas completamente diferentes. A questão é se ele REALMENTE utiliza o conhecimento adquirido em prol do Arquivo Nacional, ou se a instituição serve apenas como fonte de renda e/ou trampolim para atividades que ele realiza fora dali. Quem está lá dentro, bem sabe, que nem tudo é como parece. Infelizmente. O contexto é tão importante quanto o fato. (Postado por Anônimo em 31/08/2010 22:01:00)
  • E complementando o comentário pouco acima sobre "historiadores amadores", ao que parece, a carreira que ainda não possui "estrada" é a Arquivologia, que pouco mostrou até hoje. (Postado por Anônimo em 31/08/2010 22:08:00)
A defesa do "patrulhamento" por quem é bem rodado pelas "estradas" acabaram por comprometer o anonimato de nosso ilustre internauta.  Longe de querer roubar a "cena" acho que os acurados comentários deste personagem merecem algumas observações:

  • Talvez eu esteja um pouco desatualizado quanto aos novos rumos da história, mas não sabia que a Odebrecht, grande construtora de estrada, tenha mudado de ramo e passado a financiar carreiras de engenheiros históricos nos arquivos. O fato de "nós", ou melhor, vocês historiadores rodoviários, terem, por mais de um século, considerado a Arquivologia como ciência auxiliar da história tenha contribuído para esse estado de coisas. Na minha época não era a Odebrecht que estava em voga, porém um alemão chamado Brecht que nos instigava a não se calar perante injustiças. 
  • Definir, como o Sr. advoga no coment das 22h01, o controle institucional da ciência já levou a humanidade para "caminhos rodoviários" sem saída. A Inquisição, o "Socialismo Científico" (como área do "conhecimento") e a queima de livros pelos nazistas são apenas exemplo da tentativa de instrumentalização da ciência para este ou aquele fim. Caso o Sr. tenha interesse sobre opiniões mais detalhadas minhas sobre esse assunto indico que acesse aqui outro post em meu blog de metodologia. Quem tem o poder de dizer o que é realmente útil para o Arquivo Nacional? Eu, há anos, tenho criticado a resolução 14 do CONARQ, mas tais críticas não parecem ser úteis para o AN, porque vão na direção contrária do que a instituição postula (sobre esse ponto, ver, por exemplo, post anterior aqui). Em 2008, no Congresso Brasileiro de Arquivologia, fui ofendido por uma servidora do AN que não admitia que eu discordasse de um verbete do dicionário de nossa maior instituição arquivística posto que ele fora escrito com base em parecer jurídico sobre a legalidade do "ser arquivísta". Não parece ser o caso de chamar a CBDA para instalar um trampolim, porém de tentar entender qual é o nível de debate, e as críticas dele resultantes, que a instituição está disposta a patrocinar em nome da ampliação da construção do conhecimento científico na área. Do contrário, o AN continuará a integrar a literatura acadêmica apenas por meio de suas normatizações técnicas ao invés de contribuir com discussões científicas reconhecidas por quem faz ciência no país e no mundo. 
  • Como professor de um conceituado curso de Arquivologia gostaria muito que meus alunos almejassem ser arquivistas do AN; como coordenador de um conceituado curso de pós-graduação em Ciência da Informação eu também gostaria que os arquivistas do AN pudessem se aperfeiçoar na pós-graduação, ajudando a tornar a área mais científica. Se isso não começar a ocorrer, a pós-graduação com temas da Arquivologia estará fadada a continuar a "pegar carona" nos programas de História ou de Ciência da Informação. Meu desejo é que a Arquivologia possa construir uma "estrada" ampla e segura a ponto de não precisar de "patrulhamento".
Sugestão de atividade: discutir a autoria e a autenticidade diplomática dos coments do Vigilante Rodoviário. Um bom subsídio pode ser encontrado no desafio sobrenatural proposto pelos alunos desta disciplina. Acesse aqui o post-desafio do Diploarte e veja como o debate aberto estimulado por este blog pode contribuir para a formação de novos arquivistas.

Esse tipo de inovação no aprendizado de Arquivologia recebeu indicação para o prêmio internacional FRIDA. Veja o post aqui e VOTE por este blog acessando este link.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Será que o doutoramento é uma capacitação profissional desejável para os arquivistas?


Muito tem sido discutido no Brasil sobre a formação profissional dos arquivistas. A clássica querela sobre a obrigatoriedade ou não do diploma começa a ser superada por um questionamento mais tangente. Alguns daqueles que defendem a "reserva de mercado" para os diplomados o fazem de boa fé, acreditando que somente uma graduação específica, com carga horária e disciplinas pertinentes, é capaz de formar um profissional plenamente adequado aos arquivos. A pergunta atual é se tal profissional seria tão intensamente capacitado que dispensaria qualquer outro tipo de formação posterior, uma vez que um aprimoramento da formação poderia representar falta de compatibilidade com a função de arquivista.

A pergunta, longe de ser um exercício de ingênua retórica, é parte do processo kafkiano ao qual o arquivista Elizer Pires da Silva (ver Lattes aqui) vem sendo submetido, para tentar, sem sucesso, conseguir autorização para cursar doutorado na UNIRIO, como ele bem relatou em e-mail a este blog:


A atividade sugerida para todos aqueles que se preocupam com a formação dos profissionais de arquivo no Brasil, sendo ou não alunos da UnB é analisar criticamente o e-mail acima. Os que desejarem podem ainda analisar diplomaticamente uma das páginas do mencionado processo kafikiano na qual o arquivista expõe os os motivos que justificam a sua compatibilidade com o curso de doutoramento:


As respostas podem ser postadas diretamente nos comentários deste blog. As melhores concorrerão a um kit-flinstone de arquivos pessoais, composto por machadinha e pranchas de pedra: a última novidade tecnologia da informação, ideal para quem acha que pós-graduação é coisa do passado.

Falando em premiação não esqueça de VOTAR nesse blog para o prêmio internacional FRIDA, acesssando este link.  Ver post aqui. 

Postado por André Lopez

Será que o doutoramento é uma capacitação profissional desejável para os arquivistas?


Muito tem sido discutido no Brasil sobre a formação profissional dos arquivistas. A clássica querela sobre a obrigatoriedade ou não do diploma começa a ser superada por um questionamento mais tangente. Alguns daqueles que defendem a "reserva de mercado" para os diplomados o fazem de boa fé, acreditando que somente uma graduação específica, com carga horária e disciplinas pertinentes, é capaz de formar um profissional plenamente adequado aos arquivos. A pergunta atual é se tal profissional seria tão intensamente capacitado que dispensaria qualquer outro tipo de formação posterior, uma vez que um aprimoramento da formação poderia representar falta de compatibilidade com a função de arquivista.

A pergunta, longe de ser um exercício de ingênua retórica, é parte do processo kafkiano ao qual o arquivista Elizer Pires da Silva (ver Lattes aqui) vem sendo submetido, para tentar, sem sucesso, conseguir autorização para cursar doutorado na UNIRIO, como ele bem relatou em e-mail a este blog:


A atividade sugerida para todos aqueles que se preocupam com a formação dos profissionais de arquivo no Brasil, sendo ou não alunos da UnB é analisar criticamente o e-mail acima. Os que desejarem podem ainda analisar diplomaticamente uma das páginas do mencionado processo kafikiano na qual o arquivista expõe os os motivos que justificam a sua compatibilidade com o curso de doutoramento:


As respostas podem ser postadas diretamente nos comentários deste blog. As melhores concorrerão a um kit-flinstone de arquivos pessoais, composto por machadinha e pranchas de pedra: a última novidade tecnologia da informação, ideal para quem acha que pós-graduação é coisa do passado.

Falando em premiação não esqueça de VOTAR nesse blog para o prêmio internacional FRIDA, acesssando este link.  Ver post aqui. 

Postado por André Lopez

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Arrumando as malas!


Retomando o fôlego, aos poucos a equipe vai retornando as atividades rotineiras desse compromisso online. Estamos aí. Embora não envolvidos diretamente, estamos trabalhando para as apresentações nos Congressos. Até o presente momento, as malas já estão quase prontas para o XVI Congresso Brasileiro de Arquivologia, que será realizado em Santos (SP), na próxima semana. Tal evento é "realizado com regularidade desde 1972, visando promover o debate entre os profissionais da arquivologia e a integração na área. É um evento especializado que reúne pesquisadores, professores, arquivistas, profissionais de informação e dirigentes de entidades públicas e privadas em torno das principais questões da arquivologia e da gestão de instituições arquivísticas".

Um evento desse porte assume importância ímpar nos debates e discussões de temas contemporâneos. Soma-se a isso a disponibilidade de conversar sobre os trabalhos de colegas que lidam com os mesmos problemas no dia a dia, bem como observar linhas de pensamento e os rumos a que a Arquivística vem se debruçando.

Durante o evento acontecerá a I Reunião de Pesquisadores de Tipologia Documental, com o intuito de congregar experiências relacionadas ao tema em questão. A reunião tem a iniciativa e coordenação da Dra. Ana Célia Rodrigues, da Universidade Federal Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro, que já visitou a nossa universidade em outras oportunidades.

Diante de tantos pontos positivos, a nossa equipe não poderia deixar de estar lá. Aliás, vocês estarão lá! Estaremos representando os blogs desse semestre e dos predecessores com o trabalho intitulado "Blogs de Diplomática e Tipologia Documental como instrumento de aprendizagem: uma experiência da Universidade de Brasília (UnB)" (acesso aqui o resumo) . E é com satisfação e orgulho que teremos bons blogs para mostrar ao público.

Enquanto isso a gente vai colocando um monte de coisas na malinha aqui de baixo. Porque na volta ela sempre vem mais cheia. E é por isso que vale a pena.

Equipe de Diplomática

Arrumando as malas!


Retomando o fôlego, aos poucos a equipe vai retornando as atividades rotineiras desse compromisso online. Estamos aí. Embora não envolvidos diretamente, estamos trabalhando para as apresentações nos Congressos. Até o presente momento, as malas já estão quase prontas para o XVI Congresso Brasileiro de Arquivologia, que será realizado em Santos (SP), na próxima semana. Tal evento é "realizado com regularidade desde 1972, visando promover o debate entre os profissionais da arquivologia e a integração na área. É um evento especializado que reúne pesquisadores, professores, arquivistas, profissionais de informação e dirigentes de entidades públicas e privadas em torno das principais questões da arquivologia e da gestão de instituições arquivísticas".

Um evento desse porte assume importância ímpar nos debates e discussões de temas contemporâneos. Soma-se a isso a disponibilidade de conversar sobre os trabalhos de colegas que lidam com os mesmos problemas no dia a dia, bem como observar linhas de pensamento e os rumos a que a Arquivística vem se debruçando.

Durante o evento acontecerá a I Reunião de Pesquisadores de Tipologia Documental, com o intuito de congregar experiências relacionadas ao tema em questão. A reunião tem a iniciativa e coordenação da Dra. Ana Célia Rodrigues, da Universidade Federal Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro, que já visitou a nossa universidade em outras oportunidades.

Diante de tantos pontos positivos, a nossa equipe não poderia deixar de estar lá. Aliás, vocês estarão lá! Estaremos representando os blogs desse semestre e dos predecessores com o trabalho intitulado "Blogs de Diplomática e Tipologia Documental como instrumento de aprendizagem: uma experiência da Universidade de Brasília (UnB)" (acesso aqui o resumo) . E é com satisfação e orgulho que teremos bons blogs para mostrar ao público.

Enquanto isso a gente vai colocando um monte de coisas na malinha aqui de baixo. Porque na volta ela sempre vem mais cheia. E é por isso que vale a pena.

Equipe de Diplomática

domingo, 25 de julho de 2010

Entrevista sobre o SAUSP

Um dos primeiros sistemas de arquivos universitários a ser implantado no Brasil foi o SIARQ da Unicamp, O CEDEM, da UNESP veio depois. Nas três grandes universidades de São Paulo o SAUSP foi o último, porém produziu importante material de referência sobre os arquivos universitários, solidamente embasados na teoria arquivísitica.

A coordenadora do sistema, Johanna Smit, que já esteve na UnB proferindo palestra sobre o tema, conta um pouco dos percurso do SAUSP:

.

Acesse aqui a página do SAUSP e baixe as publicações de referência.

Sugestão de atividade:
Baixe aqui o "Glossario das espécies...." e o analise à luz das discussões da disciplina.

Postado por André Lopez.

Entrevista sobre o SAUSP

Um dos primeiros sistemas de arquivos universitários a ser implantado no Brasil foi o SIARQ da Unicamp, O CEDEM, da UNESP veio depois. Nas três grandes universidades de São Paulo o SAUSP foi o último, porém produziu importante material de referência sobre os arquivos universitários, solidamente embasados na teoria arquivísitica.

A coordenadora do sistema, Johanna Smit, que já esteve na UnB proferindo palestra sobre o tema, conta um pouco dos percurso do SAUSP:

.

Acesse aqui a página do SAUSP e baixe as publicações de referência.

Sugestão de atividade:
Baixe aqui o "Glossario das espécies...." e o analise à luz das discussões da disciplina.

Postado por André Lopez.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Diplomática é discutida em blog da pós-graduação em CI


A disciplina de Metodologia do curso de pós-graduação em Ciência da Informação também está trabalhando com blogs. Lá cada aluno é "estimulado" a ter sua pesquisa desenvolvida e divulgada em blog próprio. Como a turma apresenta alunos com formação bem diversificada, nem sempre os conceitos são inteligíveis a todos. Um dos projetos trabalha com elementos da Diplomática em sua proposta. Visando esclarecer aos demais colegas sobre o conceito o mestrando Leonardo Moreira fez um post didático sobre o que é Diplomática.

Acesse aqui o blog de Metodologia em CI.
Acesse aqui o post do Leonardo.

Sugestão de atividade: acessar e comentar o post do Leonardo no blog dele.


Diplomática é discutida em blog da pós-graduação em CI


A disciplina de Metodologia do curso de pós-graduação em Ciência da Informação também está trabalhando com blogs. Lá cada aluno é "estimulado" a ter sua pesquisa desenvolvida e divulgada em blog próprio. Como a turma apresenta alunos com formação bem diversificada, nem sempre os conceitos são inteligíveis a todos. Um dos projetos trabalha com elementos da Diplomática em sua proposta. Visando esclarecer aos demais colegas sobre o conceito o mestrando Leonardo Moreira fez um post didático sobre o que é Diplomática.

Acesse aqui o blog de Metodologia em CI.
Acesse aqui o post do Leonardo.

Sugestão de atividade: acessar e comentar o post do Leonardo no blog dele.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

O cheiro do ralo



A agência de comunicação da UnB divulgou hoje uma notícia sobre um assunto que já foi discutido aqui no blog: recém-formados trocam profissão por concurso público. Mesmo que a atividade exercida após a formação não tenha nada a ver com a graduação, os egressos preferem a estabilidade financeira e os altos salários oferecidos pelos editais de concurso público. Outro aspecto apontado foi a falta de identificação com o curso durante a graduação. Isso recai sobre a fraqueza da orientação profissional que é realizada no ensino médio. Ou seja, quatro ou cinco anos de conhecimento especializado jogados no ralo. Essa discussão faz lembrar o filme O Cheiro do Ralo. "Esse cheiro não vem de mim não. É do ralo". Mas quem usa o banheiro?

O cheiro do ralo



A agência de comunicação da UnB divulgou hoje uma notícia sobre um assunto que já foi discutido aqui no blog: recém-formados trocam profissão por concurso público. Mesmo que a atividade exercida após a formação não tenha nada a ver com a graduação, os egressos preferem a estabilidade financeira e os altos salários oferecidos pelos editais de concurso público. Outro aspecto apontado foi a falta de identificação com o curso durante a graduação. Isso recai sobre a fraqueza da orientação profissional que é realizada no ensino médio. Ou seja, quatro ou cinco anos de conhecimento especializado jogados no ralo. Essa discussão faz lembrar o filme O Cheiro do Ralo. "Esse cheiro não vem de mim não. É do ralo". Mas quem usa o banheiro?

terça-feira, 25 de maio de 2010

O acervo do "Beijódromo"

Não, não... Não é nada relacionado ao blog "Pode beijar a noiva". Fique tranquilo, o que está em jogo agora é o novo prédio em homenagem a Darcy Ribeiro, que será inaugurado no próximo 26 de outubro, ano em que o educador faria 88 anos. O novo espaço custará 8,5 milhões de reais, e tem como objetivo tornar-se um ponto de encontro entre os "casaizinhos" românticos da universidade. Além de representar um espaço de debates de temas contemporâneos do universo acadêmico. Sendo assim, o projeto representa o ponto de vista amplamente afetivo do educador.

O local também contará com acesso aos arquivos que registram a história deste ícone da educação. Assim, o ponto de encontro dos namorados também será um espaço de estreito relacionamento com a trajetória histórica de Darcy Ribeiro. Mas a pergunta que não cala é: quem fará o tratamento do acervo que será disponibilizado? Será que a nossa universidade tem clareza acerca do profissional que realizará o trabalho? Arquivo, biblioteca ou museu? Será que a UnB sabe ao certo quem é o responsável pelo tratamento da documentação? Depois da discussão da última aula, ficou clara a necessidade de entender como se produz um documento, como se usa e pra que se guarda. Estes elementos são essenciais para o entendimento quanto ao seu modo de tratamento e para encaixá-lo como um objeto de estudo das três áreas que representam agora o universo da nova Faculdade de Ciência da Informação. E se te chamassem pra trabalhar com o acervo, o que você diria?

O acervo do "Beijódromo"

Não, não... Não é nada relacionado ao blog "Pode beijar a noiva". Fique tranquilo, o que está em jogo agora é o novo prédio em homenagem a Darcy Ribeiro, que será inaugurado no próximo 26 de outubro, ano em que o educador faria 88 anos. O novo espaço custará 8,5 milhões de reais, e tem como objetivo tornar-se um ponto de encontro entre os "casaizinhos" românticos da universidade. Além de representar um espaço de debates de temas contemporâneos do universo acadêmico. Sendo assim, o projeto representa o ponto de vista amplamente afetivo do educador.

O local também contará com acesso aos arquivos que registram a história deste ícone da educação. Assim, o ponto de encontro dos namorados também será um espaço de estreito relacionamento com a trajetória histórica de Darcy Ribeiro. Mas a pergunta que não cala é: quem fará o tratamento do acervo que será disponibilizado? Será que a nossa universidade tem clareza acerca do profissional que realizará o trabalho? Arquivo, biblioteca ou museu? Será que a UnB sabe ao certo quem é o responsável pelo tratamento da documentação? Depois da discussão da última aula, ficou clara a necessidade de entender como se produz um documento, como se usa e pra que se guarda. Estes elementos são essenciais para o entendimento quanto ao seu modo de tratamento e para encaixá-lo como um objeto de estudo das três áreas que representam agora o universo da nova Faculdade de Ciência da Informação. E se te chamassem pra trabalhar com o acervo, o que você diria?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Preparado? Azul ou vermelha?

Fomos à rua (ops... online) e escutamos quem realmente tinha o direito de opinar com relação à formação do arquivista. Está encerrada a enquete relacionada à questão da preparação dos arquivistas para o mercado de trabalho. Com 65 votos no total, os resultados apresentam o seguinte quadro:


O CURSO TE PREPARA BEM PARA O MERCADO?

Não ............................... 13
Depende mais do esforço pessoal ... 36
Sim ............................... 16



Como pode ser observado, o fator pessoal é o elemento que mais pesa para se formar um bom profissional. As discussões acerca do papel da universidade na vida de um graduando já foram mencionadas aqui no blog. Em conversas informais com profissionais e estudantes da UnB, percebe-se que as questões apresentadas como deficitárias são discutidas em todos os cursos do Campus. A distância entre a graduação e o mercado de trabalho parece ser a tônica das discussões universitárias. É aquela velha pergunta: você quer tomar a pílula azul ou a vermelha? Com tantos elementos que devem ser englobados na formação acadêmica (pesquisa, ensino, extensão, aplicação profissional, estágios, cidadania, senso-crítico, autonomia...) a universidade continua no seu "estado esquizofrênico", tentando observar todos esses quesitos. E nós estamos aqui. Na luta de apontar outros rumos nesse mar do mercado de trabalho. E já que depende mais de você: que cor vai querer?

Preparado? Azul ou vermelha?

Fomos à rua (ops... online) e escutamos quem realmente tinha o direito de opinar com relação à formação do arquivista. Está encerrada a enquete relacionada à questão da preparação dos arquivistas para o mercado de trabalho. Com 65 votos no total, os resultados apresentam o seguinte quadro:


O CURSO TE PREPARA BEM PARA O MERCADO?

Não ............................... 13
Depende mais do esforço pessoal ... 36
Sim ............................... 16



Como pode ser observado, o fator pessoal é o elemento que mais pesa para se formar um bom profissional. As discussões acerca do papel da universidade na vida de um graduando já foram mencionadas aqui no blog. Em conversas informais com profissionais e estudantes da UnB, percebe-se que as questões apresentadas como deficitárias são discutidas em todos os cursos do Campus. A distância entre a graduação e o mercado de trabalho parece ser a tônica das discussões universitárias. É aquela velha pergunta: você quer tomar a pílula azul ou a vermelha? Com tantos elementos que devem ser englobados na formação acadêmica (pesquisa, ensino, extensão, aplicação profissional, estágios, cidadania, senso-crítico, autonomia...) a universidade continua no seu "estado esquizofrênico", tentando observar todos esses quesitos. E nós estamos aqui. Na luta de apontar outros rumos nesse mar do mercado de trabalho. E já que depende mais de você: que cor vai querer?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Você tem fome de quê?

Com todo o "estardalhaço" causado pela matéria da SECOM/UnB em cima da dissertação da Flávia Oliveira, um questionamento ficou batendo aqui na "caixola". Afinal de contas, pra que serve uma universidade? A coordenadora do curso de Arquivologia da UnB, Cynthia Roncaglio, frisou que os conteúdos da mesma não devem estar à mercê dos ditames do mercado. Será que o intuito é formar pesquisadores ou "concurseiros de plantão"? Ou pior, um cara que fica batendo carimbo dentro de uma repartição pública?

O trabalho dos blogs de diplomática versa pela imagem de um laboratório que funciona a céu aberto. De uma simples ideia surgem trabalhos excelentes. E que, inclusive, podem ser aprofundados futuramente num projeto de mestrado. É um laboratório onde a gente brinca, pega os ingredientes, mistura, põe nos tubos de ensaio, e daí pode surgir uma porção promissora. Somos como pequenos cientistas. E o que realmente importa aqui é aguçar a nossa curiosidade.

A finalidade de uma universidade pública deve ser orientada pelo incentivo aos mecanismos de ensino, pesquisa e extensão. Isso pode acontecer num país onde o contracheque de quem está na ponta do processo apresenta estes valores? Tá certo, você vai dizer "o diploma que é dado na solenidade de colação de grau vai ser utilizado como bem entender por quem o recebe". E ainda pode ter a mesma opinião desse tipo aqui. Ninguém faz ideia de quem vem lá.

A impressão que fica é a de que cada canudo com o diploma de graduação representa uma garrafa jogada ao mar, com uma mensagem dentro. E que ninguém sabe em que areia ela vai parar. Mas qual conteúdo o professor, a universidade e o aprendiz devem inserir nessa mensagem? A gente se sente dentro de um restaurante diversificado, onde o aprendiz pega o seu prato e escolhe o que vai comer. A moça do caixa me pergunta: "e ai arquivista, você tem fome de quê? Pegue o seu prato e sirva-se à vontade". Será que você sabe o que quer colocar no prato?

Você tem fome de quê?

Com todo o "estardalhaço" causado pela matéria da SECOM/UnB em cima da dissertação da Flávia Oliveira, um questionamento ficou batendo aqui na "caixola". Afinal de contas, pra que serve uma universidade? A coordenadora do curso de Arquivologia da UnB, Cynthia Roncaglio, frisou que os conteúdos da mesma não devem estar à mercê dos ditames do mercado. Será que o intuito é formar pesquisadores ou "concurseiros de plantão"? Ou pior, um cara que fica batendo carimbo dentro de uma repartição pública?

O trabalho dos blogs de diplomática versa pela imagem de um laboratório que funciona a céu aberto. De uma simples ideia surgem trabalhos excelentes. E que, inclusive, podem ser aprofundados futuramente num projeto de mestrado. É um laboratório onde a gente brinca, pega os ingredientes, mistura, põe nos tubos de ensaio, e daí pode surgir uma porção promissora. Somos como pequenos cientistas. E o que realmente importa aqui é aguçar a nossa curiosidade.

A finalidade de uma universidade pública deve ser orientada pelo incentivo aos mecanismos de ensino, pesquisa e extensão. Isso pode acontecer num país onde o contracheque de quem está na ponta do processo apresenta estes valores? Tá certo, você vai dizer "o diploma que é dado na solenidade de colação de grau vai ser utilizado como bem entender por quem o recebe". E ainda pode ter a mesma opinião desse tipo aqui. Ninguém faz ideia de quem vem lá.

A impressão que fica é a de que cada canudo com o diploma de graduação representa uma garrafa jogada ao mar, com uma mensagem dentro. E que ninguém sabe em que areia ela vai parar. Mas qual conteúdo o professor, a universidade e o aprendiz devem inserir nessa mensagem? A gente se sente dentro de um restaurante diversificado, onde o aprendiz pega o seu prato e escolhe o que vai comer. A moça do caixa me pergunta: "e ai arquivista, você tem fome de quê? Pegue o seu prato e sirva-se à vontade". Será que você sabe o que quer colocar no prato?