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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

100 anos do Corinthians

Na semana do centenário do time mais democrático do país, este blog não poderia deixar a efeméride em branco.  A imagem abaixo é parte integrante de um documento arquivístico, além de ter um inegável valor histórico por representar o primeiro registro de manifestação pública em prol da anistia.


A sugestão de atividade é a discussão diplomática e tipológica de três documentos, considerando diferentes contextos de produção:
  • O negativo fotográfico da imagem acima, sob a ótica de um fotógrafo contratado por um grande jornal.
  • O recorte de jornal reproduzido acima feito por um militante político pró-anistia.
  • O recorte de jornal reproduzido acima feito por investigador do DEOPS-SP.
  • A faixa da anistia como documento dos militantes que a empunham:


Parte da solução pode ser encontrada aqui.

Postado por André Lopez

100 anos do Corinthians

Na semana do centenário do time mais democrático do país, este blog não poderia deixar a efeméride em branco.  A imagem abaixo é parte integrante de um documento arquivístico, além de ter um inegável valor histórico por representar o primeiro registro de manifestação pública em prol da anistia.


A sugestão de atividade é a discussão diplomática e tipológica de três documentos, considerando diferentes contextos de produção:
  • O negativo fotográfico da imagem acima, sob a ótica de um fotógrafo contratado por um grande jornal.
  • O recorte de jornal reproduzido acima feito por um militante político pró-anistia.
  • O recorte de jornal reproduzido acima feito por investigador do DEOPS-SP.
  • A faixa da anistia como documento dos militantes que a empunham:


Parte da solução pode ser encontrada aqui.

Postado por André Lopez

domingo, 25 de julho de 2010

Entrevista sobre o SAUSP

Um dos primeiros sistemas de arquivos universitários a ser implantado no Brasil foi o SIARQ da Unicamp, O CEDEM, da UNESP veio depois. Nas três grandes universidades de São Paulo o SAUSP foi o último, porém produziu importante material de referência sobre os arquivos universitários, solidamente embasados na teoria arquivísitica.

A coordenadora do sistema, Johanna Smit, que já esteve na UnB proferindo palestra sobre o tema, conta um pouco dos percurso do SAUSP:

.

Acesse aqui a página do SAUSP e baixe as publicações de referência.

Sugestão de atividade:
Baixe aqui o "Glossario das espécies...." e o analise à luz das discussões da disciplina.

Postado por André Lopez.

Entrevista sobre o SAUSP

Um dos primeiros sistemas de arquivos universitários a ser implantado no Brasil foi o SIARQ da Unicamp, O CEDEM, da UNESP veio depois. Nas três grandes universidades de São Paulo o SAUSP foi o último, porém produziu importante material de referência sobre os arquivos universitários, solidamente embasados na teoria arquivísitica.

A coordenadora do sistema, Johanna Smit, que já esteve na UnB proferindo palestra sobre o tema, conta um pouco dos percurso do SAUSP:

.

Acesse aqui a página do SAUSP e baixe as publicações de referência.

Sugestão de atividade:
Baixe aqui o "Glossario das espécies...." e o analise à luz das discussões da disciplina.

Postado por André Lopez.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Tarefas da semana?



Vocês decidem!

Pessoal,

Esta semana, vocês não terão uma nova tarefa para fazer. Portanto, os grupos que quiserem, poderão aproveitar este tempo para colocar as atividades (principalmente as obrigatórias) não realizadas em dia. Vocês poderão fazê-las e postá-las até sexta, 25/06 às 18:59. As tarefas atrasadas, feitas neste período, valerão menos do que as que foram feitas e postadas no prazo determinado, mas vale a iniciativa de fazê-las pelo aprendizado e também para sanar as possíveis dúvidas. Aproveitem essa oportunidade para estudar. Afinal, a prova está chegando!

Até mais!

Flávia Ataide.

Tarefas da semana?



Vocês decidem!

Pessoal,

Esta semana, vocês não terão uma nova tarefa para fazer. Portanto, os grupos que quiserem, poderão aproveitar este tempo para colocar as atividades (principalmente as obrigatórias) não realizadas em dia. Vocês poderão fazê-las e postá-las até sexta, 25/06 às 18:59. As tarefas atrasadas, feitas neste período, valerão menos do que as que foram feitas e postadas no prazo determinado, mas vale a iniciativa de fazê-las pelo aprendizado e também para sanar as possíveis dúvidas. Aproveitem essa oportunidade para estudar. Afinal, a prova está chegando!

Até mais!

Flávia Ataide.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Jogo dos Infinitos Erros

Hmmm... 1 equívoco! 2... 3... 4... Até quantos vamos conseguir contar?!
Pois é meninos, nessa última semana uma reportagem da revista Ciência Hoje das Crianças teve grande repercussão no meio arquivístico. A matéria é da edição 211, do mês de Abril desse ano. O grupo Hora de Comunicar estava antenado e dedicou o post Quando crescer vou ser arquivista para informar os seus usuários o que é ser arquivista.

Será que esta matéria realmente mostra para as crianças o que é ser um arquivista? Será que ela nos descreve bem? Descreve nosso trabalho e nossas funções? Leiam, releiam e brinquem! Isso mesmo! BRINQUEM! Vamos ver quem acha mais erros nessa reportagem. Talvez não seja um jogo dos 7 erros, mas comentem aqui quais os equívocos identificados por vocês.
Clique aqui para ler a matéria.
Enjoy it! ;)

Larissa Marques Martins

Jogo dos Infinitos Erros

Hmmm... 1 equívoco! 2... 3... 4... Até quantos vamos conseguir contar?!
Pois é meninos, nessa última semana uma reportagem da revista Ciência Hoje das Crianças teve grande repercussão no meio arquivístico. A matéria é da edição 211, do mês de Abril desse ano. O grupo Hora de Comunicar estava antenado e dedicou o post Quando crescer vou ser arquivista para informar os seus usuários o que é ser arquivista.

Será que esta matéria realmente mostra para as crianças o que é ser um arquivista? Será que ela nos descreve bem? Descreve nosso trabalho e nossas funções? Leiam, releiam e brinquem! Isso mesmo! BRINQUEM! Vamos ver quem acha mais erros nessa reportagem. Talvez não seja um jogo dos 7 erros, mas comentem aqui quais os equívocos identificados por vocês.
Clique aqui para ler a matéria.
Enjoy it! ;)

Larissa Marques Martins

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Exemplo de diplomática cotidiana

O Correio Brazilienese de hoje, em reportagem sobre fraude em instituições de ensino do DF (leia aqui a reportagem) faz, sem saber, uma excelente análise diplomática de como deveria ser certificado de conclusão, indicando a disposição das informações e o trâmite necessário para que alguns registros de validação possam ser incorporados ao documento. O esquema do documento "genérico" é reproduzido abaixo:



Sugestão de atividade:

Analise tipologicamente um certificado falso, mencionado (não é o certificado "padrão" reproduzido) pela reportagem pertencentes a 3 diferentes titulares:
a) professor de diplomática (tem uma cópia não-original)
b) Secretaria de Educação do GDF (tem uma cópia original)
c) Aluno formado (tem o original)
Lembrem-se de que é preciso indicar o contexto arquivístico, a série documental, o nome da espécie e o nome da função arquivistica (que será distinta para cada um dos titulares).

Exemplo de diplomática cotidiana

O Correio Brazilienese de hoje, em reportagem sobre fraude em instituições de ensino do DF (leia aqui a reportagem) faz, sem saber, uma excelente análise diplomática de como deveria ser certificado de conclusão, indicando a disposição das informações e o trâmite necessário para que alguns registros de validação possam ser incorporados ao documento. O esquema do documento "genérico" é reproduzido abaixo:



Sugestão de atividade:

Analise tipologicamente um certificado falso, mencionado (não é o certificado "padrão" reproduzido) pela reportagem pertencentes a 3 diferentes titulares:
a) professor de diplomática (tem uma cópia não-original)
b) Secretaria de Educação do GDF (tem uma cópia original)
c) Aluno formado (tem o original)
Lembrem-se de que é preciso indicar o contexto arquivístico, a série documental, o nome da espécie e o nome da função arquivistica (que será distinta para cada um dos titulares).

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sobre autenticidade e veracidade

Autenticidade e veracidade são características documentais complementares, que tendem a serem confundidas pelo senso comum. A autenticidade diz respeito à geração de um documento e às qualidades que o legitimam para que ele possa exercer a plenitude de sua função administrativa, inclusive em termos legais. Por exemplo, as decisões de uma reunião somente terão valor efetivo se forem anotadas em uma ata e se a referida ata estiver revestida de autenticidade, ou seja, se realmente for resultante daquela reunião e se realmente tiver sido aprovada pelos participantes da reunião, devidamente registrada e contar com o tipo adequado de informações dispostas de modo tradicional (para atas). Eventualmente, a mesma reunião pode ter tomado decisões que não se efetivaram ou ter incorrido em erro na análise de algum assunto. Os aspectos referentes ao conteúdo do documento dizem respeito à veracidade e não podem ser confundidos com a autenticidade. Por mais que uma ata não espelhe exatamente o ocorrido na reunião (por exemplo, a informação sobre um participante que erroneamente foi dado como ausente), se ela seguiu todos os trâmites normais para a sua aprovação ela será sempre autêntica, mesmo que parte de sua informação não seja verídica.
A Reitoria da UnB, em recente nota, informou que procederá ao pagamento integral das URPs atrasadas dos docentes daquela instituição. A nota é autêntica, pois está divulgada no portal da UnB com a rubrica de “nota oficial da Reitoria” (clique aqui para confirmar).
No entanto, a autenticidade não é garantia de veracidade. Isso quer dizer que, a despeito de ser uma nota pública, emanada da autoridade máxima da Universidade, nem todos os docentes irão receber o pagamento integral da URP, conforme pode ser verificado em um contracheque (também autêntico, emitido pelo site do SIAPE) de um docente daquela instituição, no qual os vencimentos referentes às URPs, atuais e atrasadas, não estão contemplados:
Dos males o menor; pelo menos o não lançamento da URP no contracheque acima se converteu em exemplo didático para fixação dos conceitos de autenticidade e veracidade:
  • a nota oficial da Reitoria é AUTÊNTICA, porém, infelizmente para aquele docente, INVERÍDICA;
  • o contracheque é AUTÊNTICO e VERÍDICO, infelizmente para o mesmo docente (que não vai receber URP nenhuma).


Proposta de atividade cidadã
Analise discursos sobre a importância da educação pública de nível superior no Brasil considerando o contracheque reproduzido acima, no qual o salário de um doutor em regime de dedicação exclusiva é de R$ 2.388,27, (todo o resto, como é gratificação, pode, a qualquer momento, vir a ser contestado, assim como a URP) e:
  1. discuta autenticidade e veracidade dos discursos;
  2. comente as perspectivas futuras da universidade pública brasileira.

Sobre autenticidade e veracidade

Autenticidade e veracidade são características documentais complementares, que tendem a serem confundidas pelo senso comum. A autenticidade diz respeito à geração de um documento e às qualidades que o legitimam para que ele possa exercer a plenitude de sua função administrativa, inclusive em termos legais. Por exemplo, as decisões de uma reunião somente terão valor efetivo se forem anotadas em uma ata e se a referida ata estiver revestida de autenticidade, ou seja, se realmente for resultante daquela reunião e se realmente tiver sido aprovada pelos participantes da reunião, devidamente registrada e contar com o tipo adequado de informações dispostas de modo tradicional (para atas). Eventualmente, a mesma reunião pode ter tomado decisões que não se efetivaram ou ter incorrido em erro na análise de algum assunto. Os aspectos referentes ao conteúdo do documento dizem respeito à veracidade e não podem ser confundidos com a autenticidade. Por mais que uma ata não espelhe exatamente o ocorrido na reunião (por exemplo, a informação sobre um participante que erroneamente foi dado como ausente), se ela seguiu todos os trâmites normais para a sua aprovação ela será sempre autêntica, mesmo que parte de sua informação não seja verídica.
A Reitoria da UnB, em recente nota, informou que procederá ao pagamento integral das URPs atrasadas dos docentes daquela instituição. A nota é autêntica, pois está divulgada no portal da UnB com a rubrica de “nota oficial da Reitoria” (clique aqui para confirmar).
No entanto, a autenticidade não é garantia de veracidade. Isso quer dizer que, a despeito de ser uma nota pública, emanada da autoridade máxima da Universidade, nem todos os docentes irão receber o pagamento integral da URP, conforme pode ser verificado em um contracheque (também autêntico, emitido pelo site do SIAPE) de um docente daquela instituição, no qual os vencimentos referentes às URPs, atuais e atrasadas, não estão contemplados:
Dos males o menor; pelo menos o não lançamento da URP no contracheque acima se converteu em exemplo didático para fixação dos conceitos de autenticidade e veracidade:
  • a nota oficial da Reitoria é AUTÊNTICA, porém, infelizmente para aquele docente, INVERÍDICA;
  • o contracheque é AUTÊNTICO e VERÍDICO, infelizmente para o mesmo docente (que não vai receber URP nenhuma).


Proposta de atividade cidadã
Analise discursos sobre a importância da educação pública de nível superior no Brasil considerando o contracheque reproduzido acima, no qual o salário de um doutor em regime de dedicação exclusiva é de R$ 2.388,27, (todo o resto, como é gratificação, pode, a qualquer momento, vir a ser contestado, assim como a URP) e:
  1. discuta autenticidade e veracidade dos discursos;
  2. comente as perspectivas futuras da universidade pública brasileira.

Ex-aluno de diplomática propõe atividade de reflexão de filme

Rafael de Almeida, está se tornando em um grande colaborador deste blog. Seguindo à sugestão do filme argentino da semana passada hoje ele faz uma análise do mesmo e propõe um novo desafio. Saiba mais sobre o filme lendo nota em revista virtual de cinema, clicando aqui.


Segue, na íntegra, a colaboração do Rafael, a quem agradeço:


Olá Pessoal,

Bem, pra quem assistiu ao filme percebeu que na Argentina os estagiários também são tratados a esporros, não!? Pois bem... Após o Juiz dar o caso como resolvido e pedir arquivamento do processo, este passa a fase intermediária e fica cerca de um ano semi-ativo, “fora” das atividades administrativas do órgão. Porém, voltemos um pouco às duas seguintes situações:
  1. No ano de 1975 Liliana Colloto é encontrada morta em sua casa; o caso é aberto e o laudo é claro:  homicído qualificado por estupro. Pouco tempo depois dois inocentes são detidos e acusados como responsáveis pelo crime. O que chama a atenção é que um dos oficiais de justiça sabia que havia prendido inocentes e só o fez por promoção pessoal, ou até mesmo por ter noção de sua incapacidade (preguiça) de solucionar o crime; Posteriormente o caso é encerrado e o processo arquivado. Enfurecido com a negligência do colega de trabalho, Benjamín Espósito (Primeiro Oficial de Justiça) permanece com o caso na cabeça e decide agir por conta própria à procura do verdadeiro assassino. O suspeito é Isodoro Gómez, amigo de infância de Liliana, visto em muitas fotos nos álbuns da vítima. Nas fotos em questão, Gómez admira Liliana com um ar de "adoração". Após coletar os dados de Gómez, Benjamín decide negligenciar as ordens de seu Juiz, que o impediu de reabrir o caso e começar novas investigações, invadindo a casa de uma senhora com quem o suspeito trocava correspondências, no intuito de ler tais cartas. Devido as trapalhadas de seu companheiro, Beijamin foge com as cartas e no dia seguinte toda a trama do “fazer justiça com as próprias mãos” vai por água baixo por ocasião de o Juiz descobrir o plano.
  2. Um ano se passa, e tomado por um sentimento de nostalgia, Benjamin decide se dar uma nova chance e solucionar o mistério, contando com a ajuda de sua chefe e Secretária do Juizado, Irene. Ao tomar conhecimento dos planos de Benjamin, Irene responde:
    "Estão me propondo adulterar um documento público oficial que tem minha assinatura e a do Juiz? Falsificar decisões, como também as datas para fazer parecer que a causa está em andamento?"
    E tal procedimento é realizado.
    Desafio 1
    Na primeira situação o processo é encerrado e arquivado mesmo sabendo que o oficial de justiça corrupto coletou informações erradas as registrou na tentativa de mascarar toda a situação para ser promovido. Levando, inclusive, 2 inocentes à prisão por certo tempo. Neste caso, o documento tanto na sua fase corrente quanto na intermediária é autêntico e verídico? Justifique.
      
    Desafio 2
    Para que o processo fosse desarquivado e voltasse a fase corrente foi necessária a adulteração de informações do todo o processo, inclusive assinaturas, decisões e datas. Neste caso, o “fazer justiça com as próprias mãos” volta a vigorar mesmo que de maneira criminosa. Ora, mesmo agindo de tal forma o assassino verdadeiro foi preso e condenado pois desta vez a coleta de informações foi feita de maneira correta. Consequentemente, informações verdadeiras foram registradas em um processo que para ser aberto novamente teve de ser adulterado, caso contrário o criminoso não seria detido. Neste caso o documento é autêntico e verídico? Justifique.


    Desafio 3
     

    No post da “A Ilha do Medo” foi levantada a discussão sobre a relevância do contexto em que o documento que se encontra. Reexplorando este tema dentro do filme “O segredo de seus olhos”, as fotografias vistas pelo Primeiro Oficial Benjamin foram o pontapé para dar início profundo às investigações. Antes de Liliana Colloto ser assassinada, nos anos anteriores a 1975, as fotografias assumiam um contexto distinto do pós 1975. Compare estes 2 contextos e faça análise tipológica destes documentos no pré e no pós 1975.

    Desafio 4
    Quando Benjamin tomou posse das cartas que o criminoso trocava com a velha senhora, o oficial transcreveu os detalhes mais importantes escritos com a idéia de descobrir os últimos lugares por onde Gómez havia passado, conhecendo suas paixões e gostos, sendo que apenas uma das cartas era recente. A descrição foi a seguinte:
     “12 cartas, 31 folhas em papel fino, menciona 5 empregos, 2 como operário, um como vendedor de verduras e dois sem detalhes. Três localidades fora de Buenos Aires: Monte Grande, San Justo e Avallaneda. 6 nomes próprios: Anido, Mesías, Oleniak, Manfredini, Babastro e Sánchez. Somente uma referência a uma mulher. Uma tal Rosa, provavelmente uma tia.”
    De que forma uma análise tipológica documental contribuiria para desvendar ou descobrir maiores informações sobre os produtores dos documentos?

    Ex-aluno de diplomática propõe atividade de reflexão de filme

    Rafael de Almeida, está se tornando em um grande colaborador deste blog. Seguindo à sugestão do filme argentino da semana passada hoje ele faz uma análise do mesmo e propõe um novo desafio. Saiba mais sobre o filme lendo nota em revista virtual de cinema, clicando aqui.


    Segue, na íntegra, a colaboração do Rafael, a quem agradeço:


    Olá Pessoal,

    Bem, pra quem assistiu ao filme percebeu que na Argentina os estagiários também são tratados a esporros, não!? Pois bem... Após o Juiz dar o caso como resolvido e pedir arquivamento do processo, este passa a fase intermediária e fica cerca de um ano semi-ativo, “fora” das atividades administrativas do órgão. Porém, voltemos um pouco às duas seguintes situações:
    1. No ano de 1975 Liliana Colloto é encontrada morta em sua casa; o caso é aberto e o laudo é claro:  homicído qualificado por estupro. Pouco tempo depois dois inocentes são detidos e acusados como responsáveis pelo crime. O que chama a atenção é que um dos oficiais de justiça sabia que havia prendido inocentes e só o fez por promoção pessoal, ou até mesmo por ter noção de sua incapacidade (preguiça) de solucionar o crime; Posteriormente o caso é encerrado e o processo arquivado. Enfurecido com a negligência do colega de trabalho, Benjamín Espósito (Primeiro Oficial de Justiça) permanece com o caso na cabeça e decide agir por conta própria à procura do verdadeiro assassino. O suspeito é Isodoro Gómez, amigo de infância de Liliana, visto em muitas fotos nos álbuns da vítima. Nas fotos em questão, Gómez admira Liliana com um ar de "adoração". Após coletar os dados de Gómez, Benjamín decide negligenciar as ordens de seu Juiz, que o impediu de reabrir o caso e começar novas investigações, invadindo a casa de uma senhora com quem o suspeito trocava correspondências, no intuito de ler tais cartas. Devido as trapalhadas de seu companheiro, Beijamin foge com as cartas e no dia seguinte toda a trama do “fazer justiça com as próprias mãos” vai por água baixo por ocasião de o Juiz descobrir o plano.
    2. Um ano se passa, e tomado por um sentimento de nostalgia, Benjamin decide se dar uma nova chance e solucionar o mistério, contando com a ajuda de sua chefe e Secretária do Juizado, Irene. Ao tomar conhecimento dos planos de Benjamin, Irene responde:
      "Estão me propondo adulterar um documento público oficial que tem minha assinatura e a do Juiz? Falsificar decisões, como também as datas para fazer parecer que a causa está em andamento?"
      E tal procedimento é realizado.
      Desafio 1
      Na primeira situação o processo é encerrado e arquivado mesmo sabendo que o oficial de justiça corrupto coletou informações erradas as registrou na tentativa de mascarar toda a situação para ser promovido. Levando, inclusive, 2 inocentes à prisão por certo tempo. Neste caso, o documento tanto na sua fase corrente quanto na intermediária é autêntico e verídico? Justifique.
        
      Desafio 2
      Para que o processo fosse desarquivado e voltasse a fase corrente foi necessária a adulteração de informações do todo o processo, inclusive assinaturas, decisões e datas. Neste caso, o “fazer justiça com as próprias mãos” volta a vigorar mesmo que de maneira criminosa. Ora, mesmo agindo de tal forma o assassino verdadeiro foi preso e condenado pois desta vez a coleta de informações foi feita de maneira correta. Consequentemente, informações verdadeiras foram registradas em um processo que para ser aberto novamente teve de ser adulterado, caso contrário o criminoso não seria detido. Neste caso o documento é autêntico e verídico? Justifique.


      Desafio 3
       

      No post da “A Ilha do Medo” foi levantada a discussão sobre a relevância do contexto em que o documento que se encontra. Reexplorando este tema dentro do filme “O segredo de seus olhos”, as fotografias vistas pelo Primeiro Oficial Benjamin foram o pontapé para dar início profundo às investigações. Antes de Liliana Colloto ser assassinada, nos anos anteriores a 1975, as fotografias assumiam um contexto distinto do pós 1975. Compare estes 2 contextos e faça análise tipológica destes documentos no pré e no pós 1975.

      Desafio 4
      Quando Benjamin tomou posse das cartas que o criminoso trocava com a velha senhora, o oficial transcreveu os detalhes mais importantes escritos com a idéia de descobrir os últimos lugares por onde Gómez havia passado, conhecendo suas paixões e gostos, sendo que apenas uma das cartas era recente. A descrição foi a seguinte:
       “12 cartas, 31 folhas em papel fino, menciona 5 empregos, 2 como operário, um como vendedor de verduras e dois sem detalhes. Três localidades fora de Buenos Aires: Monte Grande, San Justo e Avallaneda. 6 nomes próprios: Anido, Mesías, Oleniak, Manfredini, Babastro e Sánchez. Somente uma referência a uma mulher. Uma tal Rosa, provavelmente uma tia.”
      De que forma uma análise tipológica documental contribuiria para desvendar ou descobrir maiores informações sobre os produtores dos documentos?

      domingo, 18 de abril de 2010

      Olha o desafio!

      Fiquem ligados!

      A qualquer momento, ao abrir esse endereço, você pode se deparar com um dedão desse apontando para o seu blog. Inicia-se aqui o quadro dos desafios orientados. Coisa boa, hein? É como o Bial que chega na sua casa e diz "prontos pra prova?". Só que aqui não vale um milhão e meio. Vale muito mais. Está em jogo o seu conhecimento e discernimento, além de um sinalzinho de participação no diário do professor. Mas caso não queira os prêmios, a gente colhe as espigas e entrega o prêmio na sua casa.


      Não vai perder essa oportunidade, vai? Ou vai ficar esperando o caminhão do Gugu chegar com as espigas na sua rua? Então se liga. Esteja sempre com o endereço em mãos e aguarde porque a sua hora vai chegar. Ah, e aproveita pra dar um sorriso pra foto porque seu blog está sendo filmado. clic


      Olha o desafio!

      Fiquem ligados!

      A qualquer momento, ao abrir esse endereço, você pode se deparar com um dedão desse apontando para o seu blog. Inicia-se aqui o quadro dos desafios orientados. Coisa boa, hein? É como o Bial que chega na sua casa e diz "prontos pra prova?". Só que aqui não vale um milhão e meio. Vale muito mais. Está em jogo o seu conhecimento e discernimento, além de um sinalzinho de participação no diário do professor. Mas caso não queira os prêmios, a gente colhe as espigas e entrega o prêmio na sua casa.


      Não vai perder essa oportunidade, vai? Ou vai ficar esperando o caminhão do Gugu chegar com as espigas na sua rua? Então se liga. Esteja sempre com o endereço em mãos e aguarde porque a sua hora vai chegar. Ah, e aproveita pra dar um sorriso pra foto porque seu blog está sendo filmado. clic


      sexta-feira, 9 de abril de 2010

      Arquivo da Comissão de Formatura












      Olá pessoas,

      No último dia 30 o CID formou mais uma turma de Arquivistas, Arquivistas com A maiúsculo. Aproveitando o momento e o entusiasmo, deixo aqui uma sugestão de atividade para vocês, futuros Arquivistas.

      Em uma cerimônia de colação de grau temos, entre outras coisas, o juramento, o discurso do Paraninfo e o discurso do Orador da turma. Cada um desses momentos geram documentos, e cada documento possui valores e contextos diferentes.

      A ideia é a seguinte:

      Vocês deverão fazer uma análise diplomática de cada documento aqui proposto, e uma análise tipológica em três diferentes contextos, arquivo do CAARQ, arquivo do professor André e no arquivo de um formando.

      Arquivo da Comissão de Formatura












      Olá pessoas,

      No último dia 30 o CID formou mais uma turma de Arquivistas, Arquivistas com A maiúsculo. Aproveitando o momento e o entusiasmo, deixo aqui uma sugestão de atividade para vocês, futuros Arquivistas.

      Em uma cerimônia de colação de grau temos, entre outras coisas, o juramento, o discurso do Paraninfo e o discurso do Orador da turma. Cada um desses momentos geram documentos, e cada documento possui valores e contextos diferentes.

      A ideia é a seguinte:

      Vocês deverão fazer uma análise diplomática de cada documento aqui proposto, e uma análise tipológica em três diferentes contextos, arquivo do CAARQ, arquivo do professor André e no arquivo de um formando.

      A diplomática de Shutter Island



      Em pleno período pós-Segunda Grande Guerra, no ápice da ebulição da Guerra Fria, em 1954, dois agentes da Polícia Federal começam a investigação acerca do desaparecimento de uma das internas de um hospital psiquiátrico, situado na ilha Shutter. A partir daí se desenrola uma série de acontecimentos aparentemente conspiratórios e que atrapalham a saída dos investigadores da tal "Ilha do medo".



      No primeiro momento temos a impressão de que estamos diante de um enredo extremamente pesado, até que Scorcese nos convida a entrar no surrealismo do filme por intermédio da mistura ácida entre a fantasia e a realidade dos sonhos do agente Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio). Mergulhamos num imbróglio de sensações, com a nítida impressão de que o aclamado diretor nos coloca no cerne das alucinações do personagem principal da obra.



      Sabemos que até o presente momento vocês devem estar se perguntando: "o que o filme ter a ver com a Diplomática?". Então vamos aos fatos.



      Em certo ponto do filme são apresentados documentos que inserem o espectador na trilha da investigação. E o entendimento da função destes documentos no contexto do filme é crucial para o desfecho do caso. Somos convidados a interpretar a relação destes registros com os acontecimentos da história.



      Justamente nesse ponto podemos debater alguns tópicos relacionados ao que foi visto dentro da disciplina. Os documentos apresentados pelo diretor no decorrer da história são os seguintes:



      a) "Bilhetinho" encontrado embaixo do piso, no quarto de internação;



      b) Um documento que revela algo sobre um novo integrante da "Ilha do medo";



      c) As fotos de algumas crianças.



      Podemos discutir os conceitos de autenticidade e veracidade destes registros à luz da análise diplomática e tipológica, ainda mais com esse excelente misto de realidade e fantasia. Além disso, é viável questionar se os documentos apresentados podem ser considerados como objeto de arquivo. Por isso, os seguintes questionamentos podem vir à tona:



      a) Os documentos são considerados de arquivo? Por quê?



      b) Quem são os produtores dos documentos?



      c) Que elementos podem atestar a autenticidade e veracidade dos registros?



      d) Qual a função (análise tipológica) destes documentos no contexto da história?



      e) Que nome poderíamos dar para esses documentos, caso fôssemos organizar o arquivo do hospital psiquiátrico?



      Vale lembrar que são apenas reflexões importantes feitas no momento em que estamos vendo o filme. Quem quiser postar algo PODE ficar a vontade. Esse texto os convida tanto à reflexão em termos diplomáticos quanto à curiosidade em assistir ao novo filme do tão aclamado Scorcese. Então, o que você está esperando? Confira o nosso colega Fred (http://www.fredburlenocinema.com) analisando o movie. Corra!



      A diplomática de Shutter Island



      Em pleno período pós-Segunda Grande Guerra, no ápice da ebulição da Guerra Fria, em 1954, dois agentes da Polícia Federal começam a investigação acerca do desaparecimento de uma das internas de um hospital psiquiátrico, situado na ilha Shutter. A partir daí se desenrola uma série de acontecimentos aparentemente conspiratórios e que atrapalham a saída dos investigadores da tal "Ilha do medo".



      No primeiro momento temos a impressão de que estamos diante de um enredo extremamente pesado, até que Scorcese nos convida a entrar no surrealismo do filme por intermédio da mistura ácida entre a fantasia e a realidade dos sonhos do agente Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio). Mergulhamos num imbróglio de sensações, com a nítida impressão de que o aclamado diretor nos coloca no cerne das alucinações do personagem principal da obra.



      Sabemos que até o presente momento vocês devem estar se perguntando: "o que o filme ter a ver com a Diplomática?". Então vamos aos fatos.



      Em certo ponto do filme são apresentados documentos que inserem o espectador na trilha da investigação. E o entendimento da função destes documentos no contexto do filme é crucial para o desfecho do caso. Somos convidados a interpretar a relação destes registros com os acontecimentos da história.



      Justamente nesse ponto podemos debater alguns tópicos relacionados ao que foi visto dentro da disciplina. Os documentos apresentados pelo diretor no decorrer da história são os seguintes:



      a) "Bilhetinho" encontrado embaixo do piso, no quarto de internação;



      b) Um documento que revela algo sobre um novo integrante da "Ilha do medo";



      c) As fotos de algumas crianças.



      Podemos discutir os conceitos de autenticidade e veracidade destes registros à luz da análise diplomática e tipológica, ainda mais com esse excelente misto de realidade e fantasia. Além disso, é viável questionar se os documentos apresentados podem ser considerados como objeto de arquivo. Por isso, os seguintes questionamentos podem vir à tona:



      a) Os documentos são considerados de arquivo? Por quê?



      b) Quem são os produtores dos documentos?



      c) Que elementos podem atestar a autenticidade e veracidade dos registros?



      d) Qual a função (análise tipológica) destes documentos no contexto da história?



      e) Que nome poderíamos dar para esses documentos, caso fôssemos organizar o arquivo do hospital psiquiátrico?



      Vale lembrar que são apenas reflexões importantes feitas no momento em que estamos vendo o filme. Quem quiser postar algo PODE ficar a vontade. Esse texto os convida tanto à reflexão em termos diplomáticos quanto à curiosidade em assistir ao novo filme do tão aclamado Scorcese. Então, o que você está esperando? Confira o nosso colega Fred (http://www.fredburlenocinema.com) analisando o movie. Corra!