quarta-feira, 12 de maio de 2010

Preparado? Azul ou vermelha?

Fomos à rua (ops... online) e escutamos quem realmente tinha o direito de opinar com relação à formação do arquivista. Está encerrada a enquete relacionada à questão da preparação dos arquivistas para o mercado de trabalho. Com 65 votos no total, os resultados apresentam o seguinte quadro:


O CURSO TE PREPARA BEM PARA O MERCADO?

Não ............................... 13
Depende mais do esforço pessoal ... 36
Sim ............................... 16



Como pode ser observado, o fator pessoal é o elemento que mais pesa para se formar um bom profissional. As discussões acerca do papel da universidade na vida de um graduando já foram mencionadas aqui no blog. Em conversas informais com profissionais e estudantes da UnB, percebe-se que as questões apresentadas como deficitárias são discutidas em todos os cursos do Campus. A distância entre a graduação e o mercado de trabalho parece ser a tônica das discussões universitárias. É aquela velha pergunta: você quer tomar a pílula azul ou a vermelha? Com tantos elementos que devem ser englobados na formação acadêmica (pesquisa, ensino, extensão, aplicação profissional, estágios, cidadania, senso-crítico, autonomia...) a universidade continua no seu "estado esquizofrênico", tentando observar todos esses quesitos. E nós estamos aqui. Na luta de apontar outros rumos nesse mar do mercado de trabalho. E já que depende mais de você: que cor vai querer?

Preparado? Azul ou vermelha?

Fomos à rua (ops... online) e escutamos quem realmente tinha o direito de opinar com relação à formação do arquivista. Está encerrada a enquete relacionada à questão da preparação dos arquivistas para o mercado de trabalho. Com 65 votos no total, os resultados apresentam o seguinte quadro:


O CURSO TE PREPARA BEM PARA O MERCADO?

Não ............................... 13
Depende mais do esforço pessoal ... 36
Sim ............................... 16



Como pode ser observado, o fator pessoal é o elemento que mais pesa para se formar um bom profissional. As discussões acerca do papel da universidade na vida de um graduando já foram mencionadas aqui no blog. Em conversas informais com profissionais e estudantes da UnB, percebe-se que as questões apresentadas como deficitárias são discutidas em todos os cursos do Campus. A distância entre a graduação e o mercado de trabalho parece ser a tônica das discussões universitárias. É aquela velha pergunta: você quer tomar a pílula azul ou a vermelha? Com tantos elementos que devem ser englobados na formação acadêmica (pesquisa, ensino, extensão, aplicação profissional, estágios, cidadania, senso-crítico, autonomia...) a universidade continua no seu "estado esquizofrênico", tentando observar todos esses quesitos. E nós estamos aqui. Na luta de apontar outros rumos nesse mar do mercado de trabalho. E já que depende mais de você: que cor vai querer?

terça-feira, 11 de maio de 2010

Blog de diplomática será discutido junto com blogs sobre ensino médico


A experiência do blog de diplomática será debatida amanhã junto com a experiência dos blogs das turmas de bioquímica. Maiores detalhes estão no blog de Metodologia em Ciência da Informação. Acesse aqui o post com os detalhes do bate-papo.

Divulgue e compareça

Blog de diplomática será discutido junto com blogs sobre ensino médico


A experiência do blog de diplomática será debatida amanhã junto com a experiência dos blogs das turmas de bioquímica. Maiores detalhes estão no blog de Metodologia em Ciência da Informação. Acesse aqui o post com os detalhes do bate-papo.

Divulgue e compareça

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Exemplo de diplomática cotidiana

O Correio Brazilienese de hoje, em reportagem sobre fraude em instituições de ensino do DF (leia aqui a reportagem) faz, sem saber, uma excelente análise diplomática de como deveria ser certificado de conclusão, indicando a disposição das informações e o trâmite necessário para que alguns registros de validação possam ser incorporados ao documento. O esquema do documento "genérico" é reproduzido abaixo:



Sugestão de atividade:

Analise tipologicamente um certificado falso, mencionado (não é o certificado "padrão" reproduzido) pela reportagem pertencentes a 3 diferentes titulares:
a) professor de diplomática (tem uma cópia não-original)
b) Secretaria de Educação do GDF (tem uma cópia original)
c) Aluno formado (tem o original)
Lembrem-se de que é preciso indicar o contexto arquivístico, a série documental, o nome da espécie e o nome da função arquivistica (que será distinta para cada um dos titulares).

Exemplo de diplomática cotidiana

O Correio Brazilienese de hoje, em reportagem sobre fraude em instituições de ensino do DF (leia aqui a reportagem) faz, sem saber, uma excelente análise diplomática de como deveria ser certificado de conclusão, indicando a disposição das informações e o trâmite necessário para que alguns registros de validação possam ser incorporados ao documento. O esquema do documento "genérico" é reproduzido abaixo:



Sugestão de atividade:

Analise tipologicamente um certificado falso, mencionado (não é o certificado "padrão" reproduzido) pela reportagem pertencentes a 3 diferentes titulares:
a) professor de diplomática (tem uma cópia não-original)
b) Secretaria de Educação do GDF (tem uma cópia original)
c) Aluno formado (tem o original)
Lembrem-se de que é preciso indicar o contexto arquivístico, a série documental, o nome da espécie e o nome da função arquivistica (que será distinta para cada um dos titulares).

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Você tem fome de quê?

Com todo o "estardalhaço" causado pela matéria da SECOM/UnB em cima da dissertação da Flávia Oliveira, um questionamento ficou batendo aqui na "caixola". Afinal de contas, pra que serve uma universidade? A coordenadora do curso de Arquivologia da UnB, Cynthia Roncaglio, frisou que os conteúdos da mesma não devem estar à mercê dos ditames do mercado. Será que o intuito é formar pesquisadores ou "concurseiros de plantão"? Ou pior, um cara que fica batendo carimbo dentro de uma repartição pública?

O trabalho dos blogs de diplomática versa pela imagem de um laboratório que funciona a céu aberto. De uma simples ideia surgem trabalhos excelentes. E que, inclusive, podem ser aprofundados futuramente num projeto de mestrado. É um laboratório onde a gente brinca, pega os ingredientes, mistura, põe nos tubos de ensaio, e daí pode surgir uma porção promissora. Somos como pequenos cientistas. E o que realmente importa aqui é aguçar a nossa curiosidade.

A finalidade de uma universidade pública deve ser orientada pelo incentivo aos mecanismos de ensino, pesquisa e extensão. Isso pode acontecer num país onde o contracheque de quem está na ponta do processo apresenta estes valores? Tá certo, você vai dizer "o diploma que é dado na solenidade de colação de grau vai ser utilizado como bem entender por quem o recebe". E ainda pode ter a mesma opinião desse tipo aqui. Ninguém faz ideia de quem vem lá.

A impressão que fica é a de que cada canudo com o diploma de graduação representa uma garrafa jogada ao mar, com uma mensagem dentro. E que ninguém sabe em que areia ela vai parar. Mas qual conteúdo o professor, a universidade e o aprendiz devem inserir nessa mensagem? A gente se sente dentro de um restaurante diversificado, onde o aprendiz pega o seu prato e escolhe o que vai comer. A moça do caixa me pergunta: "e ai arquivista, você tem fome de quê? Pegue o seu prato e sirva-se à vontade". Será que você sabe o que quer colocar no prato?